sábado, 8 de agosto de 2009

NY e Toronto - Escolas de Arte, Fotografia, Propaganda e Marketing

Um dos objetivos da viagem era fazer algum curso ligado à publicidade, marketing, arte ou fotografia. Fiz vários contatos e pesquisas à procura de instituições que oferecessem esses cursos de curta duração nas cidades de Nova York e Toronto. Algumas delas visitei pessoalmente. Na School of Visual Arts de NY (a mais bem recomendada) tem cursos inclusive de línguas+artes para estrangeiros. Alguns são de longa duração também e nos sites de universidades e colleges, procure pelo termo "continuing education" - são cursos de extensão.
Segue lista.

Em Nova York:

School of Visual Arts
http://www.schoolofvisualarts.edu
Super bem recomendada. Visitei o prédio e o lugar tem a estrutura de uma escola normal. Mas a oferta de cursos e o nível de professores, pelo que se vê no site, é excelente.

FIT - Fashion Institute of Technology
http://www.fitnyc.edu

New York School of Photography
http://www.nyip.com/

NYU - New York University
http://www.nyu.edu/

International Center of Photography (ICP)
http://www.icp.org/
Ligado ao Internacional Center of Photography, misto de museu/galeria/escola tem uma oferta excelente de cursos.

Parsons
http://www.parsons.edu

The Art Institute of New York City
http://www.artinstitutes.edu

Em Toronto:

Toronto Image Works

http://www.torontoimageworks.com/
Uma salinha em um prédio que oferece serviços de impressão digital, uma galeria bem legal de exposições e cursos diversos.

Ontario College of Art & Design
http://www.ocad.ca/home.htm
Lindo lugar, é atração turística da cidade pela arquitetura moderna do prédio. Um dos meus colegas da agência tinha cursado publicidade lá. Visitei o lugar, andei pelos andares e fiquei encantada com a atmosfera criativa do lugar. Oferece cursos de graduação e de curta duração.

International Academy of Design & Technology
www.iadt.ca

Humber College
http://www.humber.ca

Sheridan Institute of Technology and Advanced Learning
http://www.sheridaninstitute.ca/

George Brown College
http://www.georgebrown.ca

Henry's School of Imaging
http://www.henrys.com/webapp/wcs/stores/servlet/PageDisplay?dest=schoolimaging/school.jsp&storeId=10001&page=main
É uma escola agregada a uma grande loja de equipamentos fotográficos de Toronto. A Henry's, loja principal fica em uma rua diferente. A Escola fica ao lado de uma espécie de outlet da loja maior. Vários cursos oferecidos.

Toronto - fazendo estágio no exterior III

Concluindo
Passada a experiência, fica o aprendizado. Fica a vontade de trazer para vida de cá parte das coisas boas vistas e vividas. Sente-se frustração pelas dificuldades que isso implica, a cultura é outra e é preciso se conformar que certas coisas NUNCA mudarão, mas também aprendemos a valorizar as coisas boas que temos. Valeu cada minuto lá dentro. Indico essa experiência sem pestanejar. Podendo viver isso, viva, aproveite, se empenhe em chegar mesmo lá. Os ganhos são incontáveis, pro resto da vida.

Toronto - fazendo um estágio no exterior II

A agência

Segue abaixo texto que escrevi ainda quando estava lá e que demonstra todo meu encantamento com o que estava vivendo:

“Eles mudaram de prédio recentemente.

Esse novo espaço é muito bem organizado, claramente de modo a facilitar a comunicação dos departamentos e também, na minha modesta opinião, deixar os clientes de boca aberta, eheheh. A agência é linda, cheia de personalidade (as fotos que estão no site deles ainda são do prédio anterior).
É uma agência pequena, por prerrogativa do dono, que explica o porquê disso no site. Contam com uma equipe de umas 35 pessoas. Apesar de pequenos, atendem clientes muito bons e os mais conhecidos da gente aí no Brasil são a Canon e o Outback.
A equipe de criação é formada por diretores de arte, designers, redatores e equipe de finalização. A maioria homens e vários já de cabelo branco, eheh. As mulheres estão presentes na equipe de atendimento - as Account Managers e no comando da equipe criativa - Dorothy, Creative Director - e Penny - Production Director, (chefiando o que seria nossa equipe de finalização). A agência conta com uma equipe muito experiente. TODOS os profissionais tem 15, 20, 25 anos de mercado, e como um me explicou: “We are seniors!”. O que com certeza para mim está sendo ótimo, pois paro para observá-los trabalhando e aprendo muito: ao criarem, desenham, fazem SEMPRE rought dos trabalhos, discutem MESMO conceito e forma com o redator e com direção de criação, apresentam junto com o atendimento o trabalho ao cliente, o trabalho flui de forma linear, sem sobressaltos e nervos à flor da pele, e sinto as pessoas muito seguras em suas posições e atitudes profissionais.
São organizados no controle dos trabalhos e comprometidos com a produtividade. Trabalho aqui com a plataforma MAC (aprendendo). PC, nem pensar - e nada de CorelDRAW. “CorelDRAW? A última vez que ouvi falar de CorelDRAW foi na faculdade!” foi o que eu tive que escutar quando comentei que usamos o famigerado.
É engraçado ver os diretores de arte chegando para trabalhar de bicicleta e estacionando “as meninas” no meio da sala de criação. É... elas ficam DENTRO da sala de criação. E, sim, mudam algumas, várias coisas em comparação ao que temos aí no Brasil, claro: a estrutura, a plataforma de trabalho, as pessoas, os clientes... mas o fluxo de trabalho, a forma como as coisas acontecem é muito parecida com o nosso dia a dia. Apesar de que a palavra planejamento parece fazer diferença, pois ao contrário do nosso louco dia-a-dia, sinto as coisas aqui acontecerem num tempo diferente, com menos afobação - essa talvez seja a grande diferença. Mas siiiiiiiiiim, aparece vez ou outra um anúncio para ONTEM. Siiiiiim, assisto as eternas discussões atendimento-criação acontecerem (aliás, presenciei uma terrível), vejo cliente mudando TUDO na última hora, querendo o logo beeeem grande e diretor de arte passando uma tarde inteira buscando aquela foto Royalty-free porque o cliente não vai pagar por Direito Controlado (o olha que esse cliente era nada mais nada menos que a Canon, acredita?).
Uma coisa que acontece agora por aqui e que dá uma atrapalhada em se perceber como as coisas devem ser realmente, é que é verão, e o ritmo está mais tranqüilo. Por aqui, para eles, é o nosso janeiro. Mas nas próximas duas semanas já entra setembro e as coisas voltam ao normal.
Eles têm calor apenas por 3, 4 meses no máximo ao ano. E aproveitar bem as férias de verão é algo bastante importante por aqui (sol das 6:00 da manhã até as 21:00), pois o resto do ano o escuro vem cedo (o dia acaba umas 5:00 da tarde) e friiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiio bate de um jeito que é melhor nem tentar imaginar como deve ser (entendi mesmo o que o Jorge Benjor quis dizer quando canta que “moramos em um país tropical abençoado por Deus, mas que beleza!” ).
Enfim, tudo está sendo maravilhoso e altamente proveitoso e eu estou MUITO FELIZ com a oportunidade de viver tudo isso!”

Toronto - fazendo um estágio no exterior I

A oportunidade

Tive a super oportunidade de fazer um estágio em uma agência de propaganda canadense, que foi, nessa viagem toda, A EXPERIÊNCIA. Consegui realizar o estágio através da indicação direta feita pelo coordenador do MBA que cursei na FUNDACE, Prof. Dirceu Tornavoi, a pessoas em Toronto. O estágio não foi remunerado e não passei pelos processos que geralmente cercam essa experiência quando se vai intermediado por serviços de agência de intercâmbio.
Acredito que pessoas e relacionamentos são preciosos, e sempre tratei de cultivar isso principalmente em ambiente acadêmico/ universitário, onde muitas vezes a maioria das pessoas tratam de relaxar e deixar de aproveitar o que se pode ter de benefício do fato de estarmos em contato com nossos professores e coordenadores. Professores são pessoas generosas, acredito nisso, pois eles passam a vida dividindo o que aprenderam, apostando no aprimoramento de outras pessoas, seus alunos. A maioria deles está ali a sua disposição, e se você demonstrar interesse terá o melhor deles.
Fiz licenciatura, eu mesmo sou uma professora de formação, valorizo muito a educação e sempre tive uma postura que me aproximou dos professores (ok, sempre fui CDF e pra vida real nunca perdi nada por ser assim, do contrário, só ganhei). Essa não foi a primeira vez que isso aconteceu. Foi uma professora (D. Lindalva de Lorga, muito querida) que me indicou para meu primeiro estágio em propaganda em uma agência, apesar de eu estar saindo da faculdade com um diploma de artes e não de publicidade. Esse estágio lá atrás mudou minha vida. Dez anos depois, outro professor também me indicou para um outro estágio, agora, internacional. Que veio para mudar muita coisa também.
No estágio, fora o fato de estar tendo uma experiência profissional riquíssima, a necessidade da comunicação ser em inglês potencializou ao máximo meu aprendizado da língua. ISSO fez TODA a diferença. Ficava meio período na escola de inglês e o outro meio período na agência, a Braistorm Group - http://www.brainstormgroup.com/




NY e Toronto - Publicidade

Esse post é para dividir com vocês parte das coisas legais que vi lá fora em termos de publicidade e propaganda. Muita coisa boa e possibilidade através da visão desses materiais, de perceber diferenças interessantes entre canadenses e americanos.

Nova York é uma explosão visual e conceitual em matéria de comunicação e marketing. Trabalhos ricos, visualmente super trabalhados, mensagens elaboradas e muito bem amarradas. Para gente aprender e babar mesmo, sem dúvida.

Toronto é bem mais simples, na forma, abordagem e conteúdo, mas ainda sim interessante, com destaque para ações e comunicação de cunho não comercial, voltados a conscientização ambiental e social. A criatividade visual e conceitual brasileira supera a canadense, e entendo por que bons profissionais brasileiros que trabalham na área no Canadá encontram facilmente colocação. Confirmo isso através da experiência que tive na agência canadense.


Veja arquivo PDF desse material:
Pecas Publicidade e Propaganda USA e Canada.pdf

Intercâmbio - Usando Podcasts e GoogleDocs para facilitar a vida e o aprendizado

O tal do PodCast

Durante o período em que estive no Canadá, uma ferramenta me ajudou muito com a melhor assimilação do inglês foram os Podcasts.
Oferecidos gratuitamente, devidamente gravados em meu Ipod, durante meus períodos de trânsito entre a minha host family house, a escola e a agência foram de grande ajuda para eu treinar meu ouvido.Como lidar com isso foi também tema de apresentação que tive que fazer durante o curso, e que disponibilizo aqui para quem quiser entender como isso funciona. Está bem simplificada, mas já é um começo para entender como funciona.
Veja aqui What is a Podcast.pdf

O tal do GoogleDocs
Outra ferramenta que ajudou bastante na preparação das apresentações pedidas durante o curso foi criá-las no Google Docs. Fácil de lidar, começava o trabalho na escola, e se não tivesse tempo de terminar antes de outro aluno precisar usar o computador, salvava e poderia abrir novamente, sem me preocupar em ter arquivo gravado comigo ou com compatibilidade de programa. Poderia continuar de qualquer outro lugar onde houvesse acesso disponível à internet. Algumas vezes, ia terminar na biblioteca do bairro onde estava hospedada - em qualquer uma das bibliotecas de Toronto, esparramadas por todos os bairros, é possível acessar a internet gratuitamente. Entre e veja como funciona.
Para apresentá-las, as salvava em formato PDF e pronto! Problema resolvido.
(Vá em Menu File/Download presentation as/ PDF).

NY - A Times Square

Time Square - Broadway X 42nd St.
Como falar de NY, sem falar da Times Square?
Ali é uma LOUCURA, e só dá para entender mesmo tendo estado lá. Para quem não viu ainda, pode parecer estranho que um monte de outdoors digitais enlouquecidamente vendendo de tudo que seja o ápice da cultura de consumo americana concentrados em uma área possa despertar interesse ou algum tipo proveitoso de sentimento, sei lá, mas o pior é que desperta.
O dia que cheguei em NY, foi o último sábado - 13 de setembro de 2008 - anterior ao começo da anunciação da Grande Crise Econômica, que se deu na segunda seguinte, 15 de setembro com a quebra do tal banco Lehman Brothers.
A Times Square foi o primeiro lugar onde fui e com certeza, submergir da estação de metrô, no meio daquela coisa toda, foi uma sensação inesquecível, e como disse a Rosane, talvez de uma forma que daqui para diante, com essa nova ordem se estabelecendo, nunca mais seja sentida naquela intensidade e daquela maneira.
Mas para nós, brasileiros colonizados pela cultura americana desde criancinhas com muito Walt Disney, Coca Cola e McDonald's na veia, apesar de tudo, ainda podemos considerar ser meio que a hora da overdose. Não vou discutir os méritos desse questão toda agora, mas, se você está lá, não se importe de sucumbir aos apelos dessa máquina doida, e curta, passeie entre as lojas todas vendendo cultura POP garbage americana, e se deixe hipnotizar pelos painéis dançantes sem peso na consciência. Você não precisa falar dessa experiência para aquele seu tio super intelectual e politizado.

NY - a Loja Apple no Soho

O bairro é tudo para que curte moda e arte. É muito bom mesmo andar por lá e ver galerias de arte, muuuuuitas vitrines e a arquitetura típica dos prédios com suas escadas externas de ferro. As lojas são lindas, mas boas mesmo para só para olhar se não há muito sobrando no bolso, pois são também beeem caras. Quem pensa em comprar barato em NY deve focar suas energias consumistas nos outlets. Se esse não for um problema para você, enlouqueça nos showrooms e lojas de estilistas das Ruas Grand, Prince, Thompson e Lafayette.

A Apple do Soho
No Soho também fica uma das lojas da Apple, na 103, Prince St. Esta é bem mais tranqüila, sem a muvuca enlouquecedora que é a da quinta avenida, que fica aberta 24 horas. O interessante e por isso que vale o post é que na loja Apple do Soho impressiona a área dedicada a um auditório, no piso superior, que serve para “catequizar” o usuário Apple, eheheh. E o pior é que todo o espaço ali, desde a própria fachada parece o de um templo mesmo... deixa o Edir Macedo conhecer uma loja Apple dessas. Bom, mas o que interessa é que acontecem diariamente palestras informativas relativas aos produtos Apple e softwares Adobe, de graça (na outra loja acontece também, mas como é muuuuito movimentada, complica um pouco, parecendo realmente que é só mais uma parte do show e você e seu tempo precioso podem se ressentir disso). Das 9:00 da manhã até 8:00 da noite, de hora em hora, são oferecidas “aulas básicas” para iniciantes no contato com os produtos da empresa. Mas para quem comprou qualquer um deles, valem a pena. No site tem uma área para fazer reserva, e se der, faça. Mas se não der tempo de fazer, ainda sim haverá espaço, nessa loja.
Acontecem também eventos com profissionais das áreas de cinema, propaganda, arte, e tudo gente grande. Na semana que estive lá, havia acontecido um encontro com o Fernando Meirelles, que estava por aquelas bandas divulgando o filme Ensaio sobre a cegueira. Dê uma olhada na programação antes de ir, http://www.apple.com/retail/soho/ quem sabe seu diretor de cinema preferido não estará lá dando uma canjinha.

NY- Algumas coisas para ver na área Lower East Side/ East Village

Chinatown
Ande pela Canal Street e encontre mil artigos chineses como chinelinhos, prendedores de cabelo com strass de todas as cores e modelos, pashiminas de todas as cores e estampas (tipo 3xU$30,00), as bolsas de griffe falsiê. Aí, vc será abordada por chinesas que vão sussurrar perto de vc “Vuitton, Gucci, Prada”, não tenha medo, siga uma de carinha boa e ela te levará para um fundo da loja onde vc verá as possibilidades. Não compre logo na primeira loja, PECHINCHE muito e vá se enredando dentro de pequenos centros de compras que tem boxes com tudo muito parecido. Você poderá trazer boas lembrancinhas novaiorquinas para todo mundo, algumas bolsas para uso próprio, tudo copiadinho baratinho e bonitinho. E se não quiser optar pelo falsiê, a mesma bonita bolsa que você vê lá no quartinho dos fundos se encontra para vender na frente, mas sem a etiquetinha. Preferi assim e trouxe uma bonita bolsinha/mochila de lá. Boas bolsas poderão ser compradas a preços excelentes também nas promoções dos Outlets. Tem lojas de eletrônicos também, mas nessas não vale a pena entrar pra investir seu rico dinheirinho, para isso Nova York tem outras lojas muito boas e confiáveis, como a J&R, Best Buy e BH.

Little Italy

Muitos restaurantes e os típicos mercados de produtos frescos e italianos. Tive a sorte de estar em Nova York justamente nas duas últimas semanas de setembro, quando acontece o famoso San Gennaro Festival nas ruas de Little Italy. Vale a pena ir, é muuuuito bom, cheio de gente e comida muuuuito da boa.

NY - Algumas coisas para ver na área de Downtown

Brooklyn Bridge
A Ponte do Brooklyn é símbolo inconfundível de Nova York. Vá para tirar uma bela foto de lembrança e tome cuidado para não fazer como eu e meu marido fizemos, de deixar passar a estação do metrô certa, ainda dentro de Manhattan e descer lá do outro lado, ehehe, sendo forçados a atravessar a ponte inteirinha para voltar, a não ser que seja esse mesmo o seu objetivo. Mesmo assim, valeram as belas fotos, a vista da ilha e a sensação louca de olhar para baixo e ver por sob as tábuas aquele trânsito maluco fluindo embaixo da gente.

Civic Center
O Ground Zero ou Marco Zero - ponto onde as Torres Gêmeas desabaram e onde encontra-se hoje um memorial em frente para visitar.
Não é um passeio nada divertido, mas é a oportunidade de vermos um ponto da história do nosso tempo vivo. É realmente tocante passar por ali. Impressiona a área do espaço destruído, que está todo cercado – o que não deixa a gente ver muita coisa. É como uma chaga aberta e parece que as pessoas se calam mais por aqueles arredores. Parece que as bandeiras americanas, visíveis ostensivamente por toda Manhattan, símbolo claro do patriotismo desse povo, se multiplicam por ali. Procure com um pouco mais de atenção. No mesmo quarteirão do memorial, tem uma loja do Burguer King, onde a gente parou para fazer um lanche. Surpresa nossa foi subir no primeiro andar da lanchonete e ver de cima totalmente a área destruída, um desastre mesmo e a quantidade enorme de homens trabalhando naquele “buraco” desolador. Esse lugar faz a gente pensar muito, pro bem e pro mal.

Century 21 – uma loja de departamentos que é um outlet - http://www.c21stores.com
É bem do lado do Marco Zero. Programando-se para visitar os lugares em NY por área, no dia que for ao Marco Zero, reserve um tempo bom para passar no Century 21 e comprar. É! Depois de todo climão que o Marco Zero faz a gente sentir, a melhor coisa a fazer é esquecer aquela tristeza toda e dar vazão aos seus impulsos consumistas. Funciona 7 dias por semana, e verifique os horários, que mudam aos sábados e domingos. Nessa loja, os produtos são realmente muito baratos em relação ao que gente paga por aqui, e ao contrário das lojinhas de Chinatown, são originais. Os produtos de griffe são geralmente de coleções antigas, mas eu não tenha nada contra isso, e você? E tem de tuuuuuudo, tudo mesmo, são 5 andares de produtos diversos, roupas, acessórios, bolsas, carteiras, calçados, produtos para casa - lençóis de algodão maravilhosos e muuuuuuuuuito mais baratos do que pagamos aqui, tênis de todas as marcas, botinas Timberland, botas femininas, agasalhos Nike, Adidas, relógios By Bulova, etc, etc, etc. Esse talvez seja, dentro de Manhattan, o melhor lugar para comprar bons produtos a preços de outlet. E não se impressione pelas fotos do site, pegaram os melhores ângulos, eheheh, por que lá dentro o espaço é bem muvucado e o clima é de sacolaço.

South Street Seaport - Píer 17
Ao lado da ponte do Brooklyn fica o Píer 17, uma galeria com três andares cheia de lojinhas de souvenirs e algumas marcas como a Victoria's Secrets (mais uma entre as dezenas encontradas em Manhattan), Gap e Foot Locker, além de restaurantes.Lugarzinho charmoso, é muito interessante pela vista que oferece da ponte do Brooklyn, do Seaport e dos prédios de Manhattam a partir do terraço da galeria. Fomos à tarde, já quase noite, mas deve ser muito bom também durante o dia. Fiz boas fotos noturnas dali. Haviam várias estudantes de arte sentadas no chão do terceiro piso, com lápis e giz pastéis fazendo desenhos da vista. Na área toda, fica na verdade uma série de pequenas atrações que valem muito o passeio. Tem um centro de informações ao turista - a Pilothouse - instalada numa cabine de comando antiga de navio e um museu, o South Street Seaport Museum - mas esse só para os aficionados no assunto, onde não tive interesse em entrar. Pegue na Pilothouse os cuponzinhos de descontos, inclusive para ver uma esposição que está ali bem perto instalada, a controvertida "Corpos, a exposição" (Bodies, the Exhibition), que já rodou mundo inteiro expondo o corpo humano de uma maneira literalmente crua. Depois de ver essa esposição, você nunca mais se olhará e perceberá da mesma maneira. Valeu muito!

Wall Street
É interessante passear pela famosa rua, sentir o clima do centro financeiro do mundo. Procure pelo "touro", tire uma foto e missão cumprida.

Tem muito mais, com certeza, mas não tive tempo para ver. Verifique seu guia, marque o ponto no mapa e bom passeio!

NY - Explore a ilha de Manhattan por áreas

Por área é a melhor maneira de organizar os passeios e perder menos tempo nos vai e vem pela cidade. Faça isso, defina seus principais pontos de interesse e se organize dia-a-dia onde vai estar. Vale até fazer programação no Excell, dia-a-dia. Parece "doidera"? Assim aproveita-se o máximo o tempo precioso que se tem para explorar um lugar que tem milhares de coisas para ver. Nos mapas vistos daqui, verdadeiros tabuleiros bem organizados, parece ser fácil e rápido andar pela ilha, mas Manhattan é E-N-O-R-M-E e as vezes possui uns quarteirões que parecem simplemente nunca mais acabar.
Claro que você pode escolher ir para uma lugar desses sem se informar, ou planejar nada nesse sentido, se quiser. Mas acho eu que só faria isso se tivesse grana pra ir até o lugar todos os anos da minha vida. Então, se essa é uma oportunidade rara de viver para você, compre um guia (os da Folha são ótimos), converse com quem já foi, estabeleça seus pontos de interesse e vá atrás deles. A viagem valerá muito mais. Claro que deixar um dia para sair sem destino também é uma ótima idéia, mas se todos os dias forem levados assim, a viagem pode se tornar um desastre.
Informar-se sobre os lugares, entender um pouco de sua história dá um outro sabor ao que se está vendo. Por isso que dizem que viagem é cultura. Mas é vc a pessoa responsável por fazer isso verdade ou não.

Toronto e NY - Festivais italianos

Tive a oportunidade de curtir dois festivais italianos, um em Toronto e outro em Nova York.
O de Toronto não era o mais famoso, chamado Taste of Little Italy, que acontece em junho. Era um pequeno, nos dois últimos dias de agosto.
Já o de Nova York era o famoso San Gennaro Festival. Muuuuuuito bom, cheio de gente e comida muuuuito da boa.
Se estiver em um dos dois lugares em agosto ou setembro, verifique direitinho em qual data irá começar e reserve um almoço ou jantar para fazer por lá. Vale a pena de verdade.

NY - Museus

Todo mundo tá careca de saber a respeito dos museus de NY, mas não resisto e tenho que postar minhas impressões.
Bom, para quem estudou arte, visitar Museus como o MOMA e o Metropolitan em Nova York muito vulgarmente explicando como faria nosso presidente Lula, tem o mesmo sabor de assistir às primeiras rodadas de jogos de Copa do Mundo, para brasileiro fanático. Comparativamente, conferir a rodada final e a grande decisão, seria ver os museus no velho mundo (Louvre, Prado, etc), mas isso fica para outra copa.
Portanto, para mim, que estudou arte por quatro longos anos e que foi aluna do professor Guillermo Coronado e da Dona Lindalva, toda a empolgação é legítima, ok?

Em Nova York tem museus para todos os gostos. Os que eu visitei, MOMA, Metropolitan, Guggenheim, Frick Collection e International Center of Photography (esse, mais uma espécie de galeria dedicada à fotografia e com uma oferta de cursos sensacionais), são alguns para os que querem ver ARTE. Arte, arte e mais arte que encanta e emociona em sua melhor forma, harmonia, equilíbrio, ritmo, movimento, proporção, escala. Por lá desfilam obras dos mestres que foram OS CARAS capazes de, com suas mãozinhas quase divinas, mostrarem a incrível capacidade humana de fazer bonito. De fazer perfeito. De fazer o bem. Em qualquer tempo. Em alguns casos, frente à algumas obras, o trabalho visto é tão definitivamente sublime, que eu me perguntava, “meu Deus, estava você guiando pessoalmente a mão desse artista?”. Mas antes se de chegar aos céus através do que será visto, a crua realidade terrena:
  1. Primeiro tem a fila para entrar, e em alguns casos, fazer a revista (sim, sim, sim - paranóia total). O que eu achei mais rígido foi o Frick, onde máquinas fotográficas não são permitidas (assim como no International Center of Photography) e também o acesso algumas áreas da casa - ah, aqueles jardins...
  2. Segundo, a fila para comprar o ingresso (carteirinha de estudante paga menos, não exatamente metade, mas menos, pode levar!).
  3. Depois a fila dos guarda-pertences.
  4. Depois a fila para entrar.
  5. E depois, a fila para ver os quadros. É... dentro dos museus, em frente às obras, as pessoas ora se amontoam, ora param e esperam abrir espaço para finalmente chegar a sua vez da “apreciação”. No MOMA e Metropolitan pode-se fotografar as obras (sem utilizar o flash). Por isso, muitas vezes, suplício grande é esperar o fotógrafo impertinente que monopoliza a área em torno do quadro. Por eternos breves segundos (para quem espera o dito-cujo terminar seu famigerado clic) estes inconvenientes incomodam muuuuuuito, congestionando o “trânsito”. Bobo, tentar levar um pedaço daquela maravilha consigo... Tolo, tolo, tolo (eu fui um deles, confesso)! Não percebem que a textura e o ritmo da pincelada ali depositada - e aquela sensação de ver aquilo de perto, naquele momento - não tem mega-master-blaster-pixel nesse mundo que consiga capturar.
Visitei também o Whitney Museum of American Art, e sinceramente, se você não for um aficionado por arte americana, passe essa! Sem muito remorso.
Sites:
Moma:
http://www.moma.org/
Metropolitan: http://www.metmuseum.org/
Guggenheim: http://www.guggenheim.org/new-york
Frick: http://www.frick.org/
International Center of Photography: http://www.icp.org/
Whitney Museum of American Art: http://www.whitney.org/

NY - Para ver livros, livros e mais livros

Nova York é a cidade que tem o maior sebo do mundo (assim autodenominado) e a biblioteca mais maravilhosa também, (na minha modesta opinião). Um paraíso de livros.
Mesmo nas livrarias Barnes and Noble da vida (estão espalhadas por Manhattan), que com certeza também você vai acabar visitando, fica essa sensação de paraíso. Principal motivo: o preço. É muito mais barato do que pagamos aqui. Publicações lindas, em papel de qualidade, a preços muito diferentes do que estamos acostumados a ter que "engolir" por aqui.
Procure pelas prateleiras de promoção e veja as "barganhas". Se vc for do tipo que ama livros, reserve um espaço no bolso e na bagagem para trazê-los. Vale a pena.

Strand - Livraria/Sebo em NY
O sebo é a Livraria Strand, que em caso de você ser apaixonado por livros, livros e livros, novos, antigos, usados ou raros, vale a pena visitar. No vídeo, os livros que comentei serem muuuuuito caros aqui no Brasil, e que lá, um escândalo de baratos são os de referência de publicidade. Nossa! Ah se o limite de bagagem deixasse... Mas também tem os de fotografia, de arte, ai, ai, ai, ai, ai...
Ela fica na esquina da 12th Street com a Broadway, 828. Anote aí e não deixe de visitar!
Veja aqui vídeo.

Biblioteca Pública de Nova York
E a Biblioteca Pública de Nova York, dispensa comentários. Como li em algum lugar, é simplesmente monumental. Uma ode ao conhecimento. Quem entende o que estou dizendo, entende e vai me desculpar pela babação durante o vídeo. Uma reflexão que faço, diz respeito ao quanto a grandiosidade daquela construção inspira. Falei de religião, de que, com bibliotecas como aquelas não precisaríamos de igrejas... Explicando melhor para ninguém me tachar de herege: deveria-se reverenciar o conhecimento da mesma forma que reverenciamos os deuses, sejam eles cristãos, muçulmanos, pagãos ou qualquer classificação que se dê. Ver uma biblioteca construída com a mesma arte e monumentalidade que a humanidade dedicou a construir as suas igrejas faz pensar que, se em vez de termos investido tantos esforços em erguer tantos monumentos à fé, deveríamos ter dividido pelo menos um pouquinho de tanta adoração ao divino com a adoração ao saber. Talvez hoje tivéssemos um mundo melhor.
Veja aqui vídeo.

Sites:
http://www.strandbooks.com/
ttp://www.nypl.org/

NY - Brandon Residence for Women - Um lugar para mulheres se hospedarem em Nova York

O problema a ser resolvido era:
Onde me hospedar sozinha por uma semana em Nova York, em um lugar dentro da ilha de Manhattan, a um preço razoável, e que ainda fosse limpo e seguro?

1 - Porque tem que ser em Manhattan?
Porque em Manhattan tudo está e acontece. É besteira se hospedar fora da ilha. Apesar da extrema facilidade de locomoção (o metrô da cidade, uma louca rede de linhas de A a Z e estações mil, leva você a todos os lugares, rapidamente, sem problemas), cada minuto perdido é um pesinho a mais na consciência. Dá muita raiva estar lá e ter a sensação de tempo desperdiçado, afinal, esse tempo custa bem caro. Ele voooooa de um jeito que a gente nem sente.
2 - Preço razoável quanto?
Razoável para os padrões novaioquinos, claro. Lá tudo é muito caro, mas procurando bem, é possível encontrar algo que se ajuste aos padrões e necessidades de cada um.Tem para todos os gostos e diferentes disposições de quanto quer-se ou pode-se gastar.
3 - Como assim, limpo?
É… uma preocupação a mais para quem procura “acomodações em Nova York a preços razoáveis”. O Trip advisor (
www.tripadvisor.com - site obrigatório para quem procura informações de viagem) é uma bênção na hora de denunciar nua e cruamente coisinhas como bed bugs (isso mesmo, bichinhos nas camas) e lugares indizíveis autodenominados de hotéis. Um agente de viagem que me deu bons toque, o Rodrigo da Hardy Turismo, me disse uma frase que não saia da minha cabeça “Muito cuidado! Em NY, tudo normalmente é pequeno e apertado. E se forem baratos então corre-se o risco de se cair em verdadeiros pardieiros”.
4 - Seguro?

Sim, seguro para uma mulher de 32 anos que nunca tinha ido para o exterior ficar sozinha, deixar seus preciosos pertences e com vizinhança segura, com parada de metro bem perto.

O Brandon Residence
E navega, procura, e checa ranking-fotos-comentários no Trip advisor, e manda e-mail que não acaba mais. Cheguei a um lugar chamado Brandon Residence for Women, um albergue/abrigo/residência/pensionato/hotel sei lá como definir direito,que fica na 340 West 85th Street, a dois quarteirões da Broadway e de estação de metrô. Inaugurado em 1953, fica em um prédio antigo, e é gerenciado por uma organização não governamental, a Volunteers of America.

Se encaixou em todos os pré-requisitos que eu tinha como meta alcançar. Cheguei a ele observando as opções de dormitórios/acomodações que as escolas de inglês para estrangeiros ofereciam como opção de hospedagem para os alunos - várias delas, Kaplan, SVA, Rennert.
Embora tenha encontrado no You Tube um vídeo pouco animador que mostrava as deficiências do lugar - o prédio é beeeeem velho –mas nada tão grave que não fosse encontrar também em outros lugares da cidade. Aberto em 1953, serviu de residência para mulheres que estavam em Nova York em busca de um lugar seguro para se instalarem e iniciarem carreira quebrando paradigmas naquela época. Tem um arzinho bem retrô, e com uma boa reforma ficaria 10. Mas acho que cumpre bem seu papel.

Para fazer reserva e pagar daqui do Brasil dá um certo trabalhinho. É preciso antes enviar uma carta de solicitação e dados pessoais para aprovação de seu pedido de estadia e aguardar retorno. Não consegui entender bem quais são os critérios para aprovação ou não, mas fui aprovada. O pagamento que adianta-se daqui não é integral, mas o equivalente a 3 dias. O resto acerta-se no dia da chegada. Para pagar, é preciso fazer uma remessa em dólares para uma conta dos Volunteers of America, pois eles não possuem sistema de cobrança eletrônica, o que agrega ao custo total de hospedagem ainda a taxa de envio do pagamento, que deve ser feito com ajuda do seu banco (ou uma empresa como a Confidence Câmbio -
www.confidencecambio.com.br), e que exige documentação comprovando a quê esse dinheiro se refere. Ufa! Depois disso tudo, está finalmente garantida sua reserva com quarto individual, banheiro coletivo (são dois por cada andar, tudo muito limpo e organizado) e duas refeições incluídas-café da manhã e jantar (bem americanos, com seus altos e baixos). O serviço de quarto acontece uma vez por semana e os funcionários são educados.
Recebe apenas mulheres, e mantêm costumes lá dos anos 1950, não permitindo de forma nenhuma o acesso dos quartos a visitantes homens.


A melhor palavra para definir o lugar é modesto, e desculpe a rima engraçadinha, mas totalmente pertinente aqui, porém honesto. Mas para uma temporada de férias ou estudos para mulheres que não querem gastar um absurdo em estadia em NY, se sentindo seguras em um bom lugar é uma ótima opção. Se precisasse, me hospedaria lá novamente.

Saiba mais.
Site:
http://www.thebrandon.org/

Veja aqui vídeo que fiz do lugar.

Toronto - The Toronto International Film

Um dia de tiete
O Festival Internacional de Cinema de Toronto acontece em setembro.
Fique atento/a se estiver por lá nesse período, mesmo porque, vai ser impossível não notar, eheheh.
A cada ano toma maior proporção no mundo do cinema e nas duas semanas do evento, Toronto fica uma loucura.
Na escola, alguns colegas estavam inscritos para trabalharem como voluntários na festa, o que é prática comum. Fazem de tudo, de ficar organizando as filas na frente dos cinemas a limpeza. Muitos na esperança de ver algum artista hollywoodiano. Passeando pelo bairro de Yorkville, onde a maioria das coisas relacionados ao evento acontece, tentando ver se eu via alguma estrela holywoodiana, sem ter que trabalhar como voluntária, como disseram na escola que seria possível acontecer, tive a sorte de cair justamente em frente a um evento que estava promovendo o filme Ensaio sobre a Cegueira, do brasileiro Fernando Meirelles. E logo em um dos primeiros dias da festa.
Foi uma curtição só, na hora esqueci todos os pudores e dei uma de tiete bobona, filmando artista pelo vidro da vitrine. Me diverti muito! No outro dia de aula, passado o primeiro fim de semana, alguns dos colegas voluntários não tinham visto ninguém, e eu, de uma vez, vi 4 de uma tacada só - o Fermando Meirelles, o Mark Ruffalo, o Gael e o Danny Glover (vá lá, o Fernando Meirelles por essas bandas daqui pode ser considerado uma estrela né?!).

Toronto - museus em Toronto

Para Toronto eu só tenho elogios. Uma cidade linda, limpa, organizada, com um sistema de transporte público que funciona direito e que tem um povo extremamente educado. É uma cidade rica, com 6 milhões de habitantes e relativamente nova. Fundada em 1754, tem hoje 255 anos, mas tudo parece ser “brand new”. À respeito da cidade, dedicarei mais tarde outro post mais completo, esse é para falar dos museus. Talvez por ser nova, a cidade transpira co
ntemporaneidade. Tem, sim, dois museus bem tradicionais, mas também uma coleção de museus curiosos, que valem a pena visitar dependendo do seu interesse pela proposta de
cada um. Há outros, mas tive tempo somente para esses dos quais falo um pouco aqui.

Art Gallery of Toronto (AGO) e Royal Ontario Museum
(ROM)
Dos tradicionais, o Art Gallery of Toronto (AGO), museu de arte, onde eu poderia ver finalmente - mesmo que uma
pequenina amostra - Van Dyck, Monet, Picasso e Van Gogh, estava fechado em reforma. Toda a expectativa teve que esperar seis semanas até a hora de ir para No
va York. Mas esse museu, na verdade tem em seu acervo permanente, em maioria, de obras de artistas canadenses. O outro, Royal Ontario Museum (ROM), oferece uma rica mistura de ciências naturais, arqueologia, paleontologia, arte e cultura. Possui mais de 6 milhões de objetos e é um dos maiores museus da America do Norte. Gostei muito das recriações de ambientes domésticos dos mais variados períodos. Trabalho minucioso e de encher os olhos. A arquitetura de sua fachada ultramoderna já vale belas fotos. Vale a visita. Um show de cultura mundial em suas variadas formas de expressão.

E tem os museus de coisas. Sim, coisas como sapatos, roupas e cerâmicas.
Para mim, que curto arte, moda e cultura visitá-los foi bem divertido.

Bata Shoe Museum
O Bata Shoe Museum é um museu dedicado aos sapatos. Isso mesmo, sapatos! A estrutura física do museu é pequena, mas linda e suuuuper bem elaborada visualmente. A arquitetura externa do museu, inclusive, foi construída de forma a lembrar uma caixa de sapatos. Aquele monte de
sapato - resultado de coleção feita por (claro!) uma mulher - dão show de história e design. Tenho certeza que a Carrie Bradshaw já esteve por lá. Tem sapato de papa (o do lado aí é um sapato papal), de rei e rainha, de algumas celebridades, como os escarpins vermelhos de Marilyn Monroe, calçados de golfe de Tiger Woods e botas de Elton John e alguns deles, embora lindos, parecem mais objetos de tortura.

E para quem se interessar em ver mais, há uma exposição online, criada pelo museu. Veja em: http://www.allaboutshoes.ca/en/

Textile Museum of Canadá
O Textile Museum of Canadá é pequenininho, mas tem uma coleção permanente de mais de 12 mil objetos que contam mais de dois mil anos de história de mais de 200 países e regiões do planeta através dos tecidos. São roupas cerimoniais, tapetes, quilts e artefatos relacionados à produção têxtil. Segundo a brochura da instituição, "servem para celebrar a diversidade cultural, conectando roupas, cultura e arte" e promover através disso "o entendimento da identidade humana através das texturas". Parece muito doido, mas é encantador. Explicando, pode-se ver nesses objetos a celebração das cores e texturas, da criatividade e da capacidade humana de misturar isso tão lindamente. Fica claro que, mesmo sem saber, quando produzimos os mais simples objetos cotidianos, imbuímos neles história e sentimentos. E fazemos bonito! Uma das salas parece um playground, onde o visitante vira criança novamente e é convidado a interagir com os objetos. Saí de lá decidida a trazer mais cores e novas texturas para minha vida. Engessada nos jeans, brancos, cinzas e beges (ugh!), senti naquele lugar o quanto as cores fazem diferença em nossos humores e na forma como interagimos com a vida. Parece exagero, mas sim, é verdade. Estando em Toronto, inevitavelmente você vai cair de amores pelos "scarfs", os chales-mantas-cachecóis-pashminas que as canadenses usam para se protegerem do frio ou dar um belo toque no visual, (ou que as muçulmanas usam como ítem obrigatório do figurino). Na cidade, como uma amiga, a Letícia que está morando lá me falou, por haverem muitos imigrantes árabes e indianos, pode-se encontrar scarfs maravilhosos, de todo tipo e tecido. Confirmo, porque mesmo depois em Nova York não encontrei tanta variedade quanto em Toronto. Essa história tá sendo citada agora, porque, na lojinha do Textile Museum, vi uns modelos de se amarrar mesmo, literalmente, feitos de materiais que não vi em nenhum outro ponto da cidade. O único problema é que depois de comprar um monte deles e voltar para o nosso Brasilsão ensolarado, nos damos conta de como o inverno demora a chegar e ainda passa rápido, ficando os benditos relegados a uma gaveta a maioria do ano por aqui. Mas ainda sim, vale a pena comprar, nem que seja unzinho.

Gardiner Museum of Ceramic Art
E para finalizar, tem o Gardiner Museum of Ceramic Art, um museu que exibe mais de 3000 peças de cerâmica. Como já disse, a validade da visita está muito ligada ao interesse que temos pelo assunto. Eu, que já trabalhei como desenhista em peças de porcelana e que amo arte, curti muito a visita a esse museu. Trabalhos delicadíssimos e maravilhosos de pintura e design em peças de uso e decoração cotidiana. É o mais refinado dos museus visitados. Não permite fotos ou interação por parte do visitante, mas possui em suas instalações salas onde são oferecidos cursos e por onde podemos passear vendo as aulas em andamento (e todas estavam bem cheias). Tem um charmosésimo restaurante e assim como todos os outros museus, uma lojinha de souvenirs interessante (nesse caso, produtos bem caros). Um boa dica para quem gosta do assunto.

Sites:
Art Gallery of Toronto (AGO) - http://www.ago.net/
Royal Ontario Museum (ROM) - http://www.rom.on.ca/
Bata Shoe Museum - http://www.batashoemuseum.ca/
Textile Museum of Canadá - http://www.textilemuseum.ca/
Gardiner Museum of Ceramic Art - http://www.gardinermuseum.on.ca/

Toronto - falando de Toronto - Intercâmbio Podcasts

Ouça aqui uma série de Podcasts que gravei enquanto estava em Toronto, falando das experiências do dia-a-dia.
(Clicando no link, outra página será aberta e então clique na setinha verde para abrir a caixa de execução do Podcast).

Episódio 1 - Apresentação
http://jcassab.podomatic.com/entry/2008-09-05T21_49_03-07_00

Episódio 2 - Notícias
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-05T21_58_27-07_00

Episódio 3 - Civilidade I
Santa honestidade canadense de cada dia, atitude ambiental correta relativa ao lixo, trânsito de primeiro mundo
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-05T22_07_37-07_00

Educação:
- Sempre soube que somos agressivos ao volante, mas depois de ver como as coisas funcionam por aqui, vejo mesmo como nossa selvageria no tráfego é absurda. Aqui pedestres e carros interagem como iguais. Aliás, pedestres tem preferência. As pessoas respeitam os tempos de sinais e passagens e os carros literalmente param para que o pedestre passe.

Segurança:
- As casas, pelo menos pelos poucos lugares onde passei, em sua maioria não tem portões, e se tem, são apenas para decorar a frente da casa. As portas ficam direto para a rua, protegidas apenas pelas varandas, onde se vêem famílias e amigos conversando aos finais de semana e começo da noite. Isso na capital financeira do país, o que seria a nossa São Paulo. Fico imaginando então como as coisas devem funcionar nas cidades menores. A sensação de segurança é maravilhosa.

Episódio 4 - Civilidade II
Bichos de estimação, outros bichos e hábitos de leitura, conhecendo a Toronto Public Library
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-06T21_15_08-07_00


Doguinhos estacionados e feira de cultura na calçada no domingo

Episódio 5 Conhecendo a OCAD e tentando matar as saudades de casa
Ocad é Ontario College of Art & Design, uma das mais importantes escolas de arte e design do Canadá.
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-06T21_19_54-07_00

Episódio 6 - Um sábado muuuuuuito legal
South St. Lawrence Market, The Distillery District e Toronto International Film Festival (e as estrelas!)
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-06T21_22_37-07_00

Episódio 7 - O Último Podcast
As aulas de inglês na PLI, CN Tower, usando o Podcast para aprender inglês e a brasilidade que não sai da gente, mesmo estando tão longe
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-09T19_54_05-07_00

Intercâmbio - Fazer ou não um blog de viagem enquanto estiver lá?

Bom, a gente vive toda a expectativa de viajar, mil experiências novas para viver e uma vontade louca de dividir tanta coisa boa com nossas pessoas todas. Aí se pensa: bom, tenho a tecnologia como aliada e posso fazer isso atualizando um blog criado especialmente para isso, postando no Twitter ou atualizando meu álbum do Orkut e consigo assim comunicar o que se passa comigo nessa viagem tão incrível para todos ao mesmo tempo!

Olha, na minha opinião isso pode ser válido se vc for ficar por lá mais que seis meses, e mesmo assim, sem ter que ser feito toda semana. Atualizar o blog, checar ansiosamente possíveis comentários, tráfego de leitura, postar as fotos e as novidades vira uma obrigação e você depois vai ficar muito p. consigo mesmo por ter seu preciosíssimo tempo investido nisso, em vez de ter aproveitado para viver o que está tendo a oportunidade de viver. Sério, pense nisso. Eu fiquei. Minha “hostmother” me dizia quando me via às voltas de checar/responder e-mails diariamente e tentar fazer um blog... “avise aos amigos que aqui você está ocupada, está focada no seu aprendizado do inglês e na convivência com a cultura e pessoas daqui. Centralize as notícias apenas em seu marido, (ou em poucas pessoas realmente importantes) e que ele seja a fonte para os outros saberem a seu respeito por lá. Viva aqui e agora, que você está investindo muito dinheiro e energia nisso e esse tempo, perdido, não tem como recuperar não” . Sim, eu tentei fazer um blog estando lá, que não passou de sexto post, mas que claro que larguei no meio de caminho (veja aqui mais um
blog perdido na rede sem eira, finalização, atualização e beira, um horror!).
Os amigos ficaram aqui e estarão te esperando quando voltar. Aí, fica até mais gostoso depois reunir todo mundo para mostrar as fotos e contar as experiências, e se vc já adiantou tudinho pelas internet da vida, essa festa perde boa parte da graça, né?
Sugestão - uma coisa muito boa de se fazer é um diário, ou um “journal” (compre por lá um
Moleskine, que vc encontra em qualquer livraria, supercool!!!) para registrar suas vivências diárias - porque depois, infelizmente, não tem jeito, a gente volta pra vida real e as lembranças de coisas muito legais vistas e vividas vão se anuviando na cuca. Ou então grave ao fim do dia no seu notebook que vc comprou por lá e que tem recursos chiquetésimos de multimídia, arquivos de voz - ou mesmo imagem - onde fica registrado também sua emoção a cada dia (que podem virar podcasts). É muito legal se escutar depois. Tem um post aqui onde vc pode ouvir uns podcasts que gravei fazendo isso. Depois chegando, faça um blog como o meu, sei lá, pra então contar, dividir as coisas de forma ampla... Avalie bem suas prioridades para não se arrepender depois.

Bom, na minha opinião, que claro, pode ser diferente da sua, é isso...

Toronto - Intercâmbio - coisas para não esquecer de ter/levar

Tive que providenciar umas coisinhas para o período que "morei" lá fora, nos meses de agosto/setembro (verão portanto, no inverno necessidades são outras) e aí vão algumas dessas dicas que parecem bobinhas, mas que em alguns casos, gostaria de ter sido lembrada que precisaria delas, e assim não teria perdido meu precioso tempo escolhendo despertadorzinhos e sombrinhas nas lojas da Yonge Street.

- Arrume um despertador (tem aqueles pequenininhos de viagem ou seu celular, mesmo que por lá sirva só para isso) - não havia um em meu quarto e pode não haver no seu também. Ninguém vai fazer o favor de te acordar de manhã cedo se vc não fizer por si mesmo. E leve também um adaptador universal para a tomada (se precisar comprar um lá, vá na Dollorama, loja no nosso estilo R$1,99, que tem um monte de comidinhas, tranqueirinhas úteis, inúteis e baratinhas, que fica na mesma Yonge Street, 730, já citada acima). Na casa onde fiquei as tomadas eram para pinos chatos e paralelo, com um pino maior que o outro.

- Uma sombrinha - pequena, para carregar na bolsa e da boa, pois a chuva vem com força, do nada e vai embora te deixando ensopada - um desatre! Não se arrique a pegar chuva e ficar doente como eu acabei ficando. Dá uma trabalheira danada acionar o seguro saúde (que felizmente foi bem eficiente) e ficar doente numa viagem dessa é pagar muito mico né??? A temperatura, embora seja verão por lá nesse período, oscila entre a manhã e a noite e levar um agasalho leve pra rua, pros mais friorentos como eu é uma boa pedida. Vivendo lá esses meses é que entendi a neurose dos habitantes do norte pela previsão do tempo - ela é bem útil por lá. Um Ipod de manhã me ajudou muito nessa história, pois dentro da casa a temperatura é sempre agradável e irreal por causa dos sistemas de aquecimento e das torneiras com água quente, e mesmo abrindo a janela pra tentar sentir/adivinhar a temperatura verdadeira, só depois ao sairmos da casa o baque entre o que se sente dentro e fora é sentido, nos dias mais frios. Saber a previsão do tempo ajuda a decidir se você vai precisar se vestir em camadas ou não.

- Pequenos dicionários português-inglês, inglês-português e inglês-inglês (o inglês-inglês vc compra por lá mesmo, barato).

- Uma pantufinha para os dias de frio - na casa onde fiquei, tínhamos que deixar os sapatos do lado de fora antes de entrar. Anda-se descalso o tempo todo dentro da casa. Mas nos dias frios, uma pantufa limpíssima é uma ótima pedida e vc não arruma confusão com a cultura canadense. - Caderninho de anotação para as aulas - não compre na lojinha que tem do lado da entrada do prédio da PLI, eles são caros e feios.- Imprima por aqui, antes de viajar, um cartãozinho com seus dados de contato para deixar com os amigos que vai fazer na escola.

- Mapa de Toronto você encontrará grátis no metrô e ele será muito útil. Anote em um o seu itinerário de casa para a escola, com a ajuda de sua hoster. Mas tem um mapinha, da linha Compass Pop Out Map (eles tem mapas das principais cidades do mundo), que comprei aqui que me ajudou muito: pequeno, barato, fácil de carregar, durável e contendo mapa de sistema de transporte + mapa da cidade toda + mapa da região central com os pontos importantes da cidade (atrações, shoppings, bibliotecas). Veja na loja da Saraiva: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2021452&ID=BD05F4A37D90712120A170039

- Uma bolsa transversal confortável (ou mochila, se preferir) que combine com todas as suas roupas, e que seja bem compartimentalizada para carregar com segurança, guardar e localizar facilmente todas as milhares de coisas que vai carregar consigo em suas andaças (carteira, cartão do metrô, caderninho de anotações das aulas, necessaire, garrafinha de água, etc, etc, etc) . Pelamordedeus, mulherada, elejam uma para levar e tentem deixar sua bagagem e suas escolhas do dia-a-dia mais leves. O pessoal lá é desencanado e ninguém vai reparar na beleza e variedade de bolsas maravilhosas que vc tem.

- Falando em bolsa, leve uma bolsa de mão vazia na mala, para acomodar na volta as coisinhas que você vai acabar comprando por lá (os presentinhos/souvenirs, pashminas, livros, coisinhas e mais o que o seu bolso deixar).

Ainda volto depois para completar esse post. Inté.

Toronto - a escola escolhida - PLI conclusão final

Não fui aprender inglês lá fora, para isso, é preciso muuuuuuuito mais que 6 semaninhas mirradas. Se você pensa em viver uma experiência dessa, ouça o que ouvi muito de todas as pessoas com quem conversei: vá já com pelo menos o básico bem aprendido/assimilado por aqui. Se for para aprender do zero considere pelo menos 6 meses de imersão - para começar.
Estudo inglês desde criança somando uns bons 6 anos já bem estruturados de aprendizado por aqui. A experiência foi planejada para validar esse aprendizado, "soltar a língua" e poder passar a um melhor nível principalmente de comunicação falada mais rápido. Tanto que todas as aulas que escolhi foram com foco em comunicação.
O tempo que fiquei lá e a escola não me proporcionaram "fluência". Ajudou muito a desenvolver o que já tinha assimilado e consigo agora me virar muito bem em uma conversa com um nativo. Mas tenho consciência que preciso continuar estudando.

Mas se valeu? Sim, valeu muito e faria tudo de novo, com certeza.

Veja aqui um vídeo com um pouco da escola, aulas, redondezas e as conversas dos intervalos.


Toronto - a escola escolhida - PLI parte III

Estrutura, aulas e afins

A estrutura da escola é boa, me atendeu bem, mas não classificaria de impecável.
Não há nada de extraordinário com as aulas, e fica a sensação que inglês se aprende da mesma maneira em qualquer lugar em que se esteja, ou seja ESTUDANDO, mesmo. Lendo, escrevendo, escutando, fazendo homework, apresentando os trabalhos pedidos (prepare-se para nas aulas com foco em comunicação e negócios para fazer apresentações para a classe).
Quanto aos professores, nenhuma reclamação. Bom ritmo, didática e todos bem canadenses (alguns importados de outros países de língua inglesa, tipo Inglaterra, mas no Canadá, vc vai ver, tem muuuuuuita gente importada de outros países).
O que vale muito é a situação toda fora da sala de aula. Infelizmente não dá para se comprar garantia de aprendizado, mesmo com todo o investimento feito. E sem um esforço mínimo então, nada feito, as coisas não ocorrem por osmose. Não é porque você se deslocou um montão para o outro lado do mundo e está gastando uma senhora grana que vai voltar falando inglês como um nativo.
E sempre seremos estrangeiros falando inglês. É engraçado essa questão dos sotaques... os alunos asiáticos tem um sotaque terrível para nossa compreensão, e sim, eles estão falando inglês, assim como nós. Há muitos alunos vindos do Brasil, assim como asiáticos. Também gente do México e Rússia e de outros cantos do planeta mais (tive colegas vindos da França e Alemanha). A convivência com gente tão diferente é muito enriquecedora, e a escola tem uma regra interna de não deixar ninguém falar outra língua que não seja o inglês, isso ajuda bastante a integrar as pessoas, que tem que se comunicar obrigatoriamente in english enquanto estiverem dentro da escola. Todos os dias tem uma atividade/passeio programado, e se você resistir e não se juntar a um grupinho de brasileiros e cometer o grave pecado de ficar falando português fora de sala de aula, essas atividades são ótimas oportunidades para cultivar amizades com pessoas dos outros países que estão ali pelo mesmo motivo que você: aprender/ aperfeiçoar o inglês.
Vale a pena fazer esses passeios, pois há descontos nas entradas para os alunos. Pense na possibilidade também de aproveitar as viagens de fim de semana. São muuuuito rápidas, “fast view” mesmo, mas se você não terá oportunidades tão próximas de conhecer cidades como Montreal, Chicago ou Nova York, aproveite.

MUITO IMPORTANTE: se realmente pretender cruzar e fronteira e conhecer cidades dos EUA, trate de levar visto para isso. Sem ele, nada feito. Sob orientação do agente consular (ehehe, isso existe sim), eu tirei primeiro o visto canadense de estudante e depois dele em mãos, fui fazer minha entrevista no consulado americano para tirar o visto de turista mais tranqüila. Deu tudo certo.

Da turma brasileira, um dado interessante, enquanto dos outros países a maioria dos alunos são jovens, a turma dos 30, como eu, tem maior representatividade na nacionalidade tupiniquim. Alguns mexicanos também, e com o perfil “estou finalmente conseguindo realizar algo que sempre quis e que só deu certo agora, comigo sendo responsável pelos custos e muito consciente da importância do que essa oportunidade representa, pessoal e profissionalmente”.

Toronto - a escola escolhida - PLI parte II

Primeiro dia (que não é de aula)

No primeiro dia, uma segunda-feira, tudo começa, veja sequenciazinha de ação:

  1. Preencher teste de nivelamento escrito - múltiplas escolhas e uma dissertaçãozinha onde perguntam quais são suas expectativas em relação ao que vem pela frente.
  2. Escutar blábláblá de boas vindas, regras e avisos gerais. Isso é tuuuuudo em inglês e me pergunto como ficam os pobres alunos do nível básico para entender essa falação toda. E o que mais me chateou... um tal de contrato que temos que assinar nesse primeiro dia - todo escrito em inglês! O que me convence de que muita gente não entende nada dessa conversa é o seguinte: tem um aviso muito bem avisado para que o alunos fumantes – pelamordedeus - não cometam a gafe cultural de fumar na frente da porta rotatória do prédio onde fica a escola. Que isso é proibido, e pelo que entendi, atitude muito mal vista (nunca vi canadense nenhum fazendo isso na frente de seus belos prédios ali pelo centro). E sempre, nos intervalos, infelizmente sempre estão lá a horda de alunos, sejam brasileiros, asiáticos, russos ou afins, emporcalhando nossa fama na frente do prédio, soltando suas baforadas assassinas ao vento (desculpe a dramaticidade, mas é que eu sou uma daquelas que odeiam esse hábito maldito).
  3. Fazer a entrevista com um professor (que não será necessariamente o seu).
  4. Conversar com coordenador da empresa responsável pela sua homestay.
  5. Participar de um tour pelos arredores com um responsável PLI.

Você define depois do teste de nivelamento, através de uma conversa com um dos professores sobre quais aulas melhor atendem suas necessidades. Terá que escolher entre os tipos de aulas descritas acima. Se estiver com dúvidas, pergunte, se não entender, pergunte de novo, não se iniba nessa hora. Uma decisão errada custa caro. Eu fui sem saber que haveriam tantas opções tão segmentadas de aulas (fui para aprender inglês, uai!) e que teria que me decidir entre elas (e ser libriana não ajudou muito). Se você veio com necessidade de melhorar gramática e optar pela aula de “listening e vocabulário” vai dar m... Pelo que vi, essa opção dura cada mês de aula, e pode-se mudar as aulas no mês seguinte. A disponibilidade do curso depende da formação de turmas e não se sabe até esse dia qual o período em que você irá estudar (ou seja, se optou por meio período, se esse período será manhã ou tarde, eu cursei as primeiras 4 semanas à tarde e as duas últimas de manhã). Você só fica sabendo na terça mesmo, com certeza, como ficou sua programação.

Toronto - a escola escolhida - PLI parte I

A PLI - Pacific Language Institute - é uma escola do tipo ELS - English as a Second Language, sigla que significa que tal instituição oferece cursos de inglês para estrangeiros. (ELS também é o nome de uma rede de escolas de inglês para estrangeiros). Em Toronto, fica muito bem localizada, ocupando dois andares em um prédio no centro da cidade, a um quarteirão da Central Station, estação, que além do metrô, agrega todo o transporte público da cidade. Ela não faz parte de uma grande rede como a Kaplan ou Berlitz, tendo apenas duas escolas no Canadá, uma em Toronto e outra em Vancouver. Trabalha com lições diárias, oferecidas em folhas para arquivar em fichário, não oferencendo livros. Os cursos tem duração mínima de duas semanas, e podem seguir por quantas quisermos (ou pudermos). Podem ser também em meio ou período integral. São duas aulas no período da manhã e mais duas a tarde. Pode-se optar por fazer 2, 3 ou as 4.
Essas aulas são divididas por enfoques e por níveis:


- Habilidades de comunicação (Communication skills)
- Listening e vocabulário (Listening and vocabulary)
- Gramática e redação (Grammar and writing)
- Leituras e estratégias de vocabulário (Reading and vocabulary strategies)
- Compreensão oral, conversação e pronúncia (Listening, conversation and pronunciation)
- Produção oral e fluência (Oral production and fluency)
- Leitura dinâmica (Reading dinamics)
- Gramática e precisão (Grammar and accuracy)
- Compreenção oral avançada (Advanced oral and listening)
- Redação e leitura avançada (Advanced writing and reading)
- Precisão avançada (Advanced Accuracy)
- Inglês para negócios
(1 - Introduction to business english, 2 - Business communication, 3 - Business concepts)
- Preparação para TOEFL ou TOIEC (TOEFL or TOIEC preparation)

Fiz todas as minhas aulas focadas em comunicação para eu poder avançar do meu nível intermediário, onde já tinha visto muita gramática e modo construção da língua, para uma melhor compreenção oral. Minha experiência baseia-se nesse nível. Não tive aulas para "aprender" a nova língua e sim para aprimorar o que já havia aprendido aqui, em anos de estudo.

Escolhendo a escola certa para fazer o curso de inglês lá fora

A escola certa, como assim?
Escolher o que seria “a escola certa” foi bem difícil. E dá-lhe pesquisa! E no fim, para concluir mesmo, que infelizmente a tal da escola perfeita não existe, esqueça, desculpe.

Pra me ajudar a decidir, fiz contatos com várias pessoas que já tinham estudado fora. Googlei muito, procurei a comunidade do Orkut das escolas (que me levaram a ex-alunos que gentilmente retornaram contato e que me deram boas dicas).
No fim, estava entre a Berlitz e a PLI - lá fora, a Berlitz não é cara como é aqui no Brasil. Pra me decidir finalmente pela PLI tive indicações de pessoas próximas que já tinham estudado na unidade Vancouver da PLI.

Desde o princípio minha decisão tinha sido por fazer o curso de inglês em meio período, porque queria aproveitar o outro para tentar fazer outro curso em alguma escola de artes/propaganda (meu nível de inglês me permitiria esse grau de interação) e também para participar das atividades extras que normalmente as escolas oferecem.
A busca desses cursos alternativos acabou me abrindo outra porta incrível, que foi um estágio em uma agência de propaganda canadense. A experiência que acabou fazendo a viagem toda valer 1000 vezes mais (conto mais em outro post).

Sites na web para ajudar em decisões de viagem

Na internet se encontra de tudo. Aqui, navegando barbaridade consegui me informar a respeito de boa parte do processo que ia enfrentar ao fazer a viagem de intercâmbio. Sites, blogs, comunidades... existem uma infinidade de pessoas dispostas a dividir informações e experiências e todos foram de grande ajuda

Selecionei uns poucos endereços, entre muitos. Mas eles podem servir de ponto de partida para se saber mais, principalmente se seu foco for gastar pouco em NY e saber muito a respeito de intercâmbio no Canadá. Para mim, os dois citados abaixo foram bem úteis:

Na web
http://www.maosdevaca.com/
No orkut
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=42302787
Nova York para mãos de vaca.
Excelente blog/site feito por um casal de brasileiros que moram em NY, e que dão ótimas dicas sobre como se virar na cidade sem entrar em colapso financeiro. Há também a comunidade deles no Orkut, onde as pessoas trocam muita informação. Foi através de dicas daqui que aluguei apartamento a ótimo preço em NY.

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=3645748
Comunidade do Orkut - Maura me ajuda!
Quer saber como é estudar no Canadá? A Maura e mais um montão de internautas te ajudam. Nessa comunidade encontrei muitas respostas e dicas a respeito de Toronto. Ajudou muito mesmo.

Toronto - Dia-a-dia na Homestay

Você é um “hóspede” em casa estranha, recebendo um serviço contratado, com tempo determinado e tendo escolhido conforme sua disposição em pagar mais ou menos no fim das contas, entre opções que proporcionariam mais ou menos comodidade para vc - tipo, quero ou não quero acesso ao sistema de internet wi-fi da casa, quero banheiro privativo ou compartilhado, etc, etc, etc.
Para um convívio pacífico e agradável, cumpra seu papel de menino/menina muito bem educado que é, buscando:


- No princípio observar e escutar um pouco mais do que falar, para entender melhor em que terreno está pisando, ainda mais se for ficar um bom tempo na casa.

- Providenciar um cartão telefônico para fazer suas chamadas para casa rapidinho e buscar não ficar pendurado no telefone alheio.

- Ajudar a colocar e tirar a mesa das refeições das quais participa.

- Adotar regularmente expressões como:
  • "Por favor" - isso vale muito também no seu convívio fora da casa, na escola, nas lojas, no metrô, nos restaurantes, museus, ou seja onde houverem pessoas com as quais terá que interagir
  • "Com licença" - mesmo observação acima
  • "Muito obrigada” - idem
  • "Não, obrigada”, “sim, obrigada” - de novo
  • "Me desculpe” - again
  • "Como isso funciona?” - por exemplo, o lava-louças, o mop de esfregar chão, a máquina de secar, antes de você colocar sua mãozinha lá e causar estragos maiores, como euzinha, que coloquei em curto o ferro de passar roupa da casa e tive que desembolsar (claro! e prontamente, afinal o descuido foi meu) uns dolarezinhos suados para repor o estrago
  • "Como/quando vocês fazem isso aqui?"– para entender, por exemplo como é feita a limpeza da casa, na qual é bom vc colaborar pelo menos na louça que suja ou na limpeza de seu banheiro e quarto, afinal empregadas não fazem parte dos padrões domésticos canadenses
  • "Qual a rotina da casa nesse caso?" - para entender horários e hábitos da família antes de por exemplo, chegar em casa no meio de uma madrugada acordando todo mundo porque não conseguiu abrir as estranhas maçanetas das portas... Enfim, sendo um bom hóspede, se comportando da mesma maneira que gostaria que um estranho se comportasse se estivesse em sua casa...
Bom, esses e outros cuidados fazem as coisas serem mais simples para todo mundo.
Para mim, ao menos, ajudou bastante!

Toronto - Homestay - antes de chegar lá

Recebi um formulário para especificar minhas preferências em relação à família hospedeira e definir que serviços iria agregar à minha estadia: a empresa tentou encontrar uma família que se ajustasse às características apontadas por mim – não fumante, sem animais de estimação e que tivesse disponível os “extras” pelos quais paguei taxas separadas: quarto com banheiro privativo, localizada no que chamam de “zona 1” – um pouco mais perto da escola e traslado de chegada do aeroporto à homestay. Além disso, poderia pagar ainda por ter TV no quarto e acesso a internet na casa, o que não optei (chegando lá, desisti da idéia de me manter desconectada do mundo e acabei pagando direto para a dona da casa o taxa de acesso a internet deles, sem problemas).
Enviamos esse formulário e recebemos então um formulário com o perfil e endereço da família definida pela empresa + e-mail de contato + confirmação do número e horário de chegada do vôo + datas de entrada e saída da casa + descritivo do caminho que será feito da casa até a escola.
Mesmo fechando o contrato com a agência de intercâmbio com antecedência (6 meses), só conheci o perfil da família a menos de um mês do embarque, pelo que li, alguns recebem a menos de uma semana, e seguuuuura a ansiedade.

Antes de partir enviei um e-mail falando um pouco de mim, e recebi uma resposta simpática que me tranqüilizou.
Veja sequência para poder inspirar-se, ehehehe (não garanto que o inglês esteja correto heim?):


De: Juliana Cassab

Para: 'XXXXXXX'
Assunto: RES: Juliana Cassab contact
Hi Mrs. XXXXXX.Thank you very much for your lovely message.I’m very happy and anxious for all that is coming!See you soon. Kind regards, Juliana.

De: XXXXXXXX
Para: Juliana Cassab
Assunto: Re: Juliana Cassab contact
Hi Juliana... I just received your email and am excited for your arrival... We've always lived in Toronto and I find that you'll find it just great.. it's a very clean and multicultural city... I'm just here with my husband and have 2 older children who don't live in the household anymore... you'll have all the privacy that you need and I'm sure you'll enjoy your stay here in Toronto, Canada..... Looking forward to seeing you and meeting you on August the 3rd... Take Care

De: Juliana Cassab
To: XXXXXXXXX
Subject: Juliana Cassab contact
Hi XXXXXX family,I’m Juliana Cassab Lopes from Brazil, I have received your details, and I’m writing to let you know a little bit about myself. I live in Ribeirão Preto, city with 600.000 habitants. I’m 31 years old, I’m married I haven’t kids yet. I work with advertisement. My hobbies are take pictures, good reading, music and movies. I’m not fluent in English, but I can express myself reasonably. This is my first international travel, and this trip which objective is study English and learn the most I’ll can about a new culture, will be very important for my professional career improvement. Have you always lived in Toronto? Is there some advice you’d like to give me?I confirmed the flight and I’ll arrive as it was determinated, on XXXXX, at XX:XX pm. Looking forward to meeting you all soon! Sincerely, Juliana.

Foi um bom modo de começar as coisas.

Toronto - Decisão 5 - Homestay e a verdade

A idéia inicial
Opção de hospedagem no país estrangeiro que proporciona o convívio com as famílias nativas, potencializando o aprendizado da língua e a integração cultural... Blá, blá, blá.

A realidade

Bom, vamos aos fatos: a grande maioria de meus colegas não externava as melhores impressões a respeito de suas famílias hospedeiras. Todos tinham um tipo de reclamação, algumas bobas (afinal, NÃO é a sua casa, ok?) e outras de se fazer pensar.
Pelos depoimentos e histórias que li, essa escolha pode ser o céu ou o inferno na sua viagem. Me parece, depois de viver tudo, uma grande loteria, questão mesmo de sorte, onde perder é um pouco mais fácil, com algumas histórias complicadas de famílias pouco hospitaleiras (ou bem abaixo das nossas graaaaaaaaandes expectativas que levamos junto com a bagagem) e alguns problemas culturais bem chatos, em alguns casos irreconciliáveis que forçavam o pedido de troca de homestay, o que pode acontecer com a devida argumentação junto a empresa que gerencia as hospedagens, afinal vc não é obrigado a aceitar o inaceitável. Mas no meu caso, o lado bom que viver isso prevaleceu ao final. Foi um experiência muito positiva. Fui umas da que tiveram sorte nesse negócio. Escolhi arriscar na loteria e embora não tenha ganhado um milhão (claaaaaaaro que haviam problemas), me arriscaria de novo. O que vivi validou a escolha.
O problema é que quando falamos de intercâmbio, temos (pelo menos eu tinha antes de me informar direito) a idéia de vivência tipo Intercâmbio Rotary Clube, com troca e integração, onde vc se torna “filho” da família que te recebe. Então, escuta bem, esqueça isso. As famílias que se dispõe a receber estrangeiros em suas casas nos programas de intercâmbio comerciais utilizam esse recurso como um adicional de renda. Um negócio, ok, com poucas motivações mais “nobres” que essa em sua grande maioria. Ter isso em mente coloca o seu nível de expectativa em um patamar real e se tiver sorte e ter mais do que esse tipo de relação com sua host family, muito bom para você, sortudo.
Família também tem um leque bem amplo para ser considerada como tal nessa história: pode ser sim, composta por pai+mãe+filhos pequenos (essa é imagem que temos e que os panfletos vendem né?), mas pode ser também uma “família” de pessoas separadas, viúvas com ou sem filhos, e mais umas boas variáveis. Você poderá encontrar na mesma casa outros estudantes, é comum eles hospedarem mais de um - na casa onde fiquei tinha outra moça, vinda da Turquia. Outra coisa, em Toronto, dificilmente você cairá em um lar genuinamente “canadense” (nem sei se tem isso lá), explica-se: sendo uma cidade de imigrantes, as famílias poderão ser descendentes de várias nacionalidades, indianos, gregos, italianos, portugueses (éééé). Onde fiquei, os dois (marido e esposa) eram gregos, estabelecidos no Canadá há uns 30 anos. Mas o importante é que falem inglês, o que acontecia (quase) o tempo todo. Quando surgia algum assunto familiar restrito, eu tinha que presenciar alguns diálogos ininteligíveis em grego. Mas tranqüilo, nada que incomodasse, isso acontecia pouquíssimo.

Toronto - Decisão 4 - Escolhendo o destino

Para o meu perfil e necessidades, as cidades escolhidas foram Toronto, no Canadá, e depois Nova York. Acabei por estudar apenas em Toronto nas primeiras seis semanas e em Nova York não fiz curso algum. Fui mesmo para ver, conhecer e saborear tudo de bom que a Big Apple tem para oferecer. Meu marido veio passar a última semana comigo por lá.
Toronto a princípio foi a opção para fazer o curso pela proximidade de Nova York, para onde iria depois e pelo perfil da cidade. É considerada a “São Paulo” canadense em termos culturais e econômicos. É também uma cidade de imigrantes, multicultural, lotada de gente do mundo inteiro - sim, muuuuuitos brasileiros estão lá também, inclusive dentro das salas de aula, ao seu lado. E ao contrário de Nova York, que é uma LOUCURA (lá nos sentimos em alguns momentos perdidos-soltos-abandonados no meio de uma manada de bisões, e o pior é que a gente ADORA e quer voltar), Toronto é calma, organizada, dona de um trânsito de primeiríssimo mundo (claro, pois é uma cidade de primeiro mundo) e com um povo solícito e amigável para dar uma mãozinha a uma estrangeira perdida sempre que for preciso.
Uma atitude de uma canadense marca esse nível de cuidado e percepção para com o outro. Estava eu sentada no metrô, ajeitando um bendito dum sapato que estava me matando, com meu calcanharzinho todo “embolhado”, quando do nada, uma moça sensibilizada com esse triste quadro, me estende um band-aid. Assim me oferecendo gentilmente uma santa ajuda, a dona desse gesto ganhou meu coraçãozinho para sempre. E haja Thank you very much! Ah, e obedeça, pelamordedeus, aos avisos de usar os seus sapatos maaaaaaaaais confortáveis do mundo nessas viagens, para naum pagar mico de ter que ir à farmácia comprar bandagens e sprayzinhos antisépticos e perder pique de passeio por culpa de pezinhos estourados. Vou parando por aqui e logo volto para falar de homestay. See you!

Toronto - Decisão de Viagem 3 - Quanto tempo e pra onde ir dentro das "possibilidades possíveis".

A princípio ia passar um mês fora, o que minha condição de mulher casada, diretora de arte registrada em carteira e assalariada, com marido, casa e dois gatos para cuidar permitiria. De preferência no verão, em agosto ou setembro, com temperaturas amenas e próximas do que estamos acostumados aqui nos nossos trópicos escaldantes, para não sentir muito a diferença do clima e não ter acessos de rinite ou sinusite alérgica, que em meu caso, são meio crônicas e em meus pensamentos seriam potencializadas por agentes climáticos extremos tipo temperaturas de 15 graus celsius abaixo de zero.
Comecei pensando pequeno, pequeno. Talvez uma cidadezinha nos EUA, bem tranquila para me inserir na comunidade, ser mais fácil socializar e me comunicar com meu inglês intermediário. Depois, enxerguei todas as potencialidades que uma viagem dessa poderia oferecer e comecei a pensar “mais maior”. Mudei o foco para Nova York, que apesar de ser o destino mais caro dos USA para fazer curso de inglês, seria a cidade onde poderia juntar em uma só tacada o estudo e tudo que a capital da América tem a oferecer em termos de arte, cultura e lições em marketing e comunicação.PS: Depois da experiência vivida, vi que fazer curso de inglês em NY seria uma verdadeira tortura. Ficar fechada em uma sala de aula com a Big Apple pulsando loucamente lá fora me exigiria um esforço sobre-humano para concluir minhas horinhas-aula combinadas e previamente muito bem pagas em câmbio flutuante. Minha singela opinião agora diz que escolher NY para fazer curso de inglês de curto prazo é meio que um teste militar de auto-controle. NY é para andar, conhecer, ver e sentir. Se insistir em ir com o forte intuito de ESTUDAR INGLÊS solamente, saiba que seu foco vai ficar beeeeeeeem ofuscado. A cidade chama. De verdade. Depois não que diga que naum avisei!
Amigos diziam que um mês seria pouco, que passaria muito rápido e quando começasse a me acostumar com a nova língua, puft! ia já ser hora de dar meia volta. Resolvi então pensar “muito mais maior” ainda e tentar DOIS meses, apesar de minha condição de mulher casada, diretora de arte registrada em carteira e assalariada, com marido, casa e dois gatos para cuidar. O roteiro então se alterou e considerou o Canadá como destino, pois os preços lá, por dois meses de curso e acomodação não ficariam tão muuuuuuuito além do que tinha planejado gastar em um mês em NY (mas é claro que um mês a mais fora do Brasil custa + dinheiro). Me disseram também que a vivência da língua estrangeira e a convivência com as pessoas no Canadá seria muito mais “friendly”, amigável. E foi mesmo, fiquei impressionada com a educação e receptividade das pessoas.
No fim das contas, fiquei com o melhor dos dois mundos. Decidi ficar seis semanas no Canadá e duas em NY. Ia estudar as primeiras 6 semanas em Toronto e depois fazer mais duas de curso em NY. No fim, esse esquema mudou um pouco e depois eu conto como ficou. Mas, apesar de toooooodo o trabalho e stress que essa escolha de múltiplos destinos, retirada dupla de vistos, mais tudo duplo para resolver, digo que valeu mesmo a pena, e foram DOIS MESES MARAVILHOSOS cheios de experiências para guardar para toda a vida, para sempre.

Toronto - Decisão de Viagem 2 - Qual agência de intercâmbio escolher

No começo, nos perdemos entre tantas brochuras, informações e comparações.
Depois de muito andar, navegar pelos sites e conversar com agentes de intercâmbio dos STBs, CIs e Experimentos da vida, percebe-se que todos oferecem praticamente o mesmo produto. São quase sempre as mesmas escolas, tipos de acomodações, companhias aéreas e seguros saúde.
As empresas de intercâmbio são na verdade apenas intermediários dos serviços e isso fica bem claro quando assinamos o longo contrato, que, eheheh, isenta beeeeem a agência de maiores responsabilidades caso brote algum pepino gigante mutante para descascar. Mas ainda sim, cumprem um bom papel nos auxiliando em nossas dúvidas cruéis e processos da viagem.
Li e ouvi em minhas buscas de referências, relatos de em alguns casos, grandes problemas e outros de total satisfação por parte dos estudantes com as três agências. Concluo que as três empresas são igualmente boas, e que cabe ao estudante decidir pela qual teve o vendedor mais comprometido com as suas necessidades e que ofereceu maior atenção e disposição em ajudar o esclarecimento das tantas terríveis dúvidas. Os preços não são diferentes e se tiver que dar algo errado, será essa disposição pessoal do atendente da empresa escolhida que fará a diferença entre o céu e o inferno.
Li também sobre pessoas que fizeram todos os contatos diretamente com as companhias aéreas, escolas e acomodações. Eu trabalhei em regime parcial. A passagem comprei eu mesma separado (acho que a agência perde bastante quando optamos por isso, pois essa parte do meu discurso não era recebido com muito entusiasmo pelos agentes de intercâmbio, mas não há nada que possam fazer, certo? A decisão é sua). Para a escola lááááááááá no Canadá (graças a Deus existe o Skype), liguei diretamente para conferir preços e condições e vi que no meu caso, que tinha optado também pela opção de acomodação em casa de família, o melhor a fazer seria utilizar mesmo o intermédio da agência daqui. E sim, a escola, o seguro saúde e a acomodação ficaram por conta da agência. Ah! Euzinha fui pela CI, que foi escolhida por ser loja franqueada de um ex-colega de trabalho (CI de São Carlos, olha o merchan aí...). Tive toda atenção e deu tuuuudo deu muito certo. Valeu Roberto, thank you!