sábado, 8 de agosto de 2009

Toronto - Decisão de Viagem 3 - Quanto tempo e pra onde ir dentro das "possibilidades possíveis".

A princípio ia passar um mês fora, o que minha condição de mulher casada, diretora de arte registrada em carteira e assalariada, com marido, casa e dois gatos para cuidar permitiria. De preferência no verão, em agosto ou setembro, com temperaturas amenas e próximas do que estamos acostumados aqui nos nossos trópicos escaldantes, para não sentir muito a diferença do clima e não ter acessos de rinite ou sinusite alérgica, que em meu caso, são meio crônicas e em meus pensamentos seriam potencializadas por agentes climáticos extremos tipo temperaturas de 15 graus celsius abaixo de zero.
Comecei pensando pequeno, pequeno. Talvez uma cidadezinha nos EUA, bem tranquila para me inserir na comunidade, ser mais fácil socializar e me comunicar com meu inglês intermediário. Depois, enxerguei todas as potencialidades que uma viagem dessa poderia oferecer e comecei a pensar “mais maior”. Mudei o foco para Nova York, que apesar de ser o destino mais caro dos USA para fazer curso de inglês, seria a cidade onde poderia juntar em uma só tacada o estudo e tudo que a capital da América tem a oferecer em termos de arte, cultura e lições em marketing e comunicação.PS: Depois da experiência vivida, vi que fazer curso de inglês em NY seria uma verdadeira tortura. Ficar fechada em uma sala de aula com a Big Apple pulsando loucamente lá fora me exigiria um esforço sobre-humano para concluir minhas horinhas-aula combinadas e previamente muito bem pagas em câmbio flutuante. Minha singela opinião agora diz que escolher NY para fazer curso de inglês de curto prazo é meio que um teste militar de auto-controle. NY é para andar, conhecer, ver e sentir. Se insistir em ir com o forte intuito de ESTUDAR INGLÊS solamente, saiba que seu foco vai ficar beeeeeeeem ofuscado. A cidade chama. De verdade. Depois não que diga que naum avisei!
Amigos diziam que um mês seria pouco, que passaria muito rápido e quando começasse a me acostumar com a nova língua, puft! ia já ser hora de dar meia volta. Resolvi então pensar “muito mais maior” ainda e tentar DOIS meses, apesar de minha condição de mulher casada, diretora de arte registrada em carteira e assalariada, com marido, casa e dois gatos para cuidar. O roteiro então se alterou e considerou o Canadá como destino, pois os preços lá, por dois meses de curso e acomodação não ficariam tão muuuuuuuito além do que tinha planejado gastar em um mês em NY (mas é claro que um mês a mais fora do Brasil custa + dinheiro). Me disseram também que a vivência da língua estrangeira e a convivência com as pessoas no Canadá seria muito mais “friendly”, amigável. E foi mesmo, fiquei impressionada com a educação e receptividade das pessoas.
No fim das contas, fiquei com o melhor dos dois mundos. Decidi ficar seis semanas no Canadá e duas em NY. Ia estudar as primeiras 6 semanas em Toronto e depois fazer mais duas de curso em NY. No fim, esse esquema mudou um pouco e depois eu conto como ficou. Mas, apesar de toooooodo o trabalho e stress que essa escolha de múltiplos destinos, retirada dupla de vistos, mais tudo duplo para resolver, digo que valeu mesmo a pena, e foram DOIS MESES MARAVILHOSOS cheios de experiências para guardar para toda a vida, para sempre.

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