Estrutura, aulas e afins
A estrutura da escola é boa, me atendeu bem, mas não classificaria de impecável.
Não há nada de extraordinário com as aulas, e fica a sensação que inglês se aprende da mesma maneira em qualquer lugar em que se esteja, ou seja ESTUDANDO, mesmo. Lendo, escrevendo, escutando, fazendo homework, apresentando os trabalhos pedidos (prepare-se para nas aulas com foco em comunicação e negócios para fazer apresentações para a classe).
Quanto aos professores, nenhuma reclamação. Bom ritmo, didática e todos bem canadenses (alguns importados de outros países de língua inglesa, tipo Inglaterra, mas no Canadá, vc vai ver, tem muuuuuuita gente importada de outros países).
O que vale muito é a situação toda fora da sala de aula. Infelizmente não dá para se comprar garantia de aprendizado, mesmo com todo o investimento feito. E sem um esforço mínimo então, nada feito, as coisas não ocorrem por osmose. Não é porque você se deslocou um montão para o outro lado do mundo e está gastando uma senhora grana que vai voltar falando inglês como um nativo.
E sempre seremos estrangeiros falando inglês. É engraçado essa questão dos sotaques... os alunos asiáticos tem um sotaque terrível para nossa compreensão, e sim, eles estão falando inglês, assim como nós. Há muitos alunos vindos do Brasil, assim como asiáticos. Também gente do México e Rússia e de outros cantos do planeta mais (tive colegas vindos da França e Alemanha). A convivência com gente tão diferente é muito enriquecedora, e a escola tem uma regra interna de não deixar ninguém falar outra língua que não seja o inglês, isso ajuda bastante a integrar as pessoas, que tem que se comunicar obrigatoriamente in english enquanto estiverem dentro da escola. Todos os dias tem uma atividade/passeio programado, e se você resistir e não se juntar a um grupinho de brasileiros e cometer o grave pecado de ficar falando português fora de sala de aula, essas atividades são ótimas oportunidades para cultivar amizades com pessoas dos outros países que estão ali pelo mesmo motivo que você: aprender/ aperfeiçoar o inglês.
Vale a pena fazer esses passeios, pois há descontos nas entradas para os alunos. Pense na possibilidade também de aproveitar as viagens de fim de semana. São muuuuito rápidas, “fast view” mesmo, mas se você não terá oportunidades tão próximas de conhecer cidades como Montreal, Chicago ou Nova York, aproveite.
MUITO IMPORTANTE: se realmente pretender cruzar e fronteira e conhecer cidades dos EUA, trate de levar visto para isso. Sem ele, nada feito. Sob orientação do agente consular (ehehe, isso existe sim), eu tirei primeiro o visto canadense de estudante e depois dele em mãos, fui fazer minha entrevista no consulado americano para tirar o visto de turista mais tranqüila. Deu tudo certo.
Da turma brasileira, um dado interessante, enquanto dos outros países a maioria dos alunos são jovens, a turma dos 30, como eu, tem maior representatividade na nacionalidade tupiniquim. Alguns mexicanos também, e com o perfil “estou finalmente conseguindo realizar algo que sempre quis e que só deu certo agora, comigo sendo responsável pelos custos e muito consciente da importância do que essa oportunidade representa, pessoal e profissionalmente”.
sábado, 8 de agosto de 2009
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falaaíquiqoceacha!