Bom, para quem estudou arte, visitar Museus como o MOMA e o Metropolitan em Nova York muito vulgarmente explicando como faria nosso presidente Lula, tem o mesmo sabor de assistir às primeiras rodadas de jogos de Copa do Mundo, para brasileiro fanático. Comparativamente, conferir a rodada final e a grande decisão, seria ver os museus no velho mundo (Louvre, Prado, etc), mas isso fica para outra copa.
Portanto, para mim, que estudou arte por quatro longos anos e que foi aluna do professor Guillermo Coronado e da Dona Lindalva, toda a empolgação é legítima, ok?
Em Nova York tem museus para todos os gostos. Os que eu visitei, MOMA, Metropolitan, Guggenheim, Frick Collection e International Center of Photography (esse, mais uma espécie de galeria dedicada à fotografia e com uma oferta de cursos sensacionais), são alguns para os que querem ver ARTE. Arte, arte e mais arte que encanta e emociona em sua melhor forma, harmonia, equilíbrio, ritmo, movimento, proporção, escala. Por lá desfilam obras dos mestres que foram OS CARAS capazes de, com suas mãozinhas quase divinas, mostrarem a incrível capacidade humana de fazer bonito. De fazer perfeito. De fazer o bem. Em qualquer tempo. Em alguns casos, frente à algumas obras, o trabalho visto é tão definitivamente sublime, que eu me perguntava, “meu Deus, estava você guiando pessoalmente a mão desse artista?”. Mas antes se de chegar aos céus através do que será visto, a crua realidade terrena:
- Primeiro tem a fila para entrar, e em alguns casos, fazer a revista (sim, sim, sim - paranóia total). O que eu achei mais rígido foi o Frick, onde máquinas fotográficas não são permitidas (assim como no International Center of Photography) e também o acesso algumas áreas da casa - ah, aqueles jardins...
- Segundo, a fila para comprar o ingresso (carteirinha de estudante paga menos, não exatamente metade, mas menos, pode levar!).
- Depois a fila dos guarda-pertences.
- Depois a fila para entrar.
- E depois, a fila para ver os quadros. É... dentro dos museus, em frente às obras, as pessoas ora se amontoam, ora param e esperam abrir espaço para finalmente chegar a sua vez da “apreciação”. No MOMA e Metropolitan pode-se fotografar as obras (sem utilizar o flash). Por isso, muitas vezes, suplício grande é esperar o fotógrafo impertinente que monopoliza a área em torno do quadro. Por eternos breves segundos (para quem espera o dito-cujo terminar seu famigerado clic) estes inconvenientes incomodam muuuuuuito, congestionando o “trânsito”. Bobo, tentar levar um pedaço daquela maravilha consigo... Tolo, tolo, tolo (eu fui um deles, confesso)! Não percebem que a textura e o ritmo da pincelada ali depositada - e aquela sensação de ver aquilo de perto, naquele momento - não tem mega-master-blaster-pixel nesse mundo que consiga capturar.
Sites:
Moma: http://www.moma.org/
Metropolitan: http://www.metmuseum.org/
Guggenheim: http://www.guggenheim.org/new-york
Frick: http://www.frick.org/
International Center of Photography: http://www.icp.org/
Whitney Museum of American Art: http://www.whitney.org/

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falaaíquiqoceacha!